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Cirurgia do Esôfago e Estômago: conheça as técnicas

Cirurgia do Esôfago e Estômago: conheça as técnicas BH

Com a tecnologia a todo vapor e muito investimento na área, a medicina tem evoluído constantemente e trazido cada dia mais soluções inovadoras para as doenças e distúrbios do corpo humano. Uma delas são as cirurgias do esôfago e estômago.

Além de novas técnicas e tratamentos, ainda há o aperfeiçoamento dos que já existem, proporcionando uma melhora considerável da qualidade de vida dos pacientes.

O que é Cirurgia do Esôfago e Estômago?

A cirurgias do esôfago e estômago, em suas várias modalidades, é um conjunto de procedimentos médicos que tem como finalidade tratar as doenças relacionadas ao esôfago e ao estômago.

São doenças como câncer gástrico, câncer de esôfago, doença do refluxo gastroesofágico, acalasia, tumores benignos, obstrução esofagiana, obstrução gástrica, além da obesidade (cirurgia bariátrica) e diabetes mellitus tipo 2 (cirurgia metabólica).

Hoje já existem técnicas tão avançadas que se torna desnecessário fazer grandes incisões para realizar uma cirurgias do esôfago e estômago. Assim, o paciente tem uma melhor e mais rápida recuperação após o procedimento, além de não ficar com cicatrizes.

As cirurgias gástricas atualmente podem ser feitas de forma minimamente invasivas, seja pela via laparoscópica ou robótica.

Para que serve a Cirurgia do Esôfago e Estômago?

Há vários tipos de cirurgias do esôfago e estômago que são feitas com fins de tratamento de alguns problemas digestivos distintos.

Porém, atualmente, as mais procuradas são aquelas destinadas ao emagrecimento e/ou tratamento cirúrgico do diabetes mellitus tipo 2, como a cirurgia bariátrica e a cirurgia metabólica, por exemplo.

Dentro desta gama, existem também algumas opções, que variam de acordo com a necessidade de cada caso. Porém, em qualquer uma das situações, somente um médico competente poderá avaliar se o procedimento deve ou não ser realizado.

Muitos problemas no sistema digestivo, como o refluxo gastroesofágico e tumores (benignos ou malignos), costumam causar muita dor e desconforto ao paciente, fazendo com que ele sofra bastante e até mesmo tenha que abrir mão de partes da sua vida na tentativa de amenizar esses problemas.

As cirurgias do esôfago e estômago proporcionam uma alterativa aos tratamentos clínicos, quando estes mostram resultados insatisfatórios, objetivando devolver aos pacientes uma melhor qualidade de vida.

Quem pode fazer a Cirurgia do Esôfago e Estômago?

A cirurgia do estômago com o objetivo de emagrecimento (cirurgia bariátrica) é indicada para aquelas pessoas com obesidade severa ou mórbida (IMC > 40 kg/m2). Sendo assim, ela não é para qualquer pessoa que deseja emagrecer.

Para ser realizada, é preciso que o paciente realmente não consiga emagrecer através de outros meios, como dietas, exercícios físicos e uso de medicamentos devidamente orientados por médico.

Ou seja, ela só é adotada em último caso, quando se esgotam as possibilidades de tratamento tradicional.

Outro grupo de pacientes seriam aqueles com IMC > 35 Kg/m2  (obesos grau II) que apresentem problemas de saúde desencadeados ou agravados pelo excesso de peso: hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus tipo 2, dislipidemia (colesterol ou triglicerídeos elevados), apneia do sono, dores articulares, doença do refluxo gastroesofágico, esteatose hepática (gordura no fígado), etc.

Ainda assim, nem todos os pacientes são aptos para passarem por esse tipo de cirurgia. Para saber se está diante de um caso cirúrgico, o médico responsável realiza uma ampla avaliação do paciente.

Sabe-se que a obesidade pode ser responsável por diversas doenças, portanto, a cirurgia bariátrica, um tipo de cirurgia do estômago, pode ser a chave do problema.

Ela pode ajudar a causar uma grande melhora no quadro geral de saúde e na qualidade de vida do paciente.

A cirurgia metabólica ou cirurgia do diabetes tipo 2 é outro tipo de cirurgia do estômago. Tem por objetivo a remissão ou melhor controle do diabetes mellitus tipo 2 naqueles pacientes com IMC > 30 kg/m2 que apresentam difícil controle dos níveis de glicose apesar de tratamento clínico otimizado com medicações orais e/ou injetáveis (insulina, por exemplo).

Pacientes que desenvolvem doenças neoplásicas do esôfago e estômago (tumores benignos ou malignos) também são candidatos a procedimentos cirúrgicos no estômago e esôfago por técnicas minimamente invasivas.

Outros candidatos aptos a se submeterem aos procedimentos de cirurgia do esôfago e estômago são os pacientes portadores de doença do refluxo gastroesofágico ou acalasia.

Leia mais sobre: Indicações da Cirurgia Bariátrica

Cirurgia Metabólica ou Cirurgia do Diabetes

Tipos de Cirurgia do Esôfago e Estômago

Para saber se há necessidade do procedimento ou sobre qual tipo de cirurgia esôfago e estômago deverá ser realizado, é imprescindível consultar um profissional da área.

Somente ele tem conhecimentos específicos para diagnosticar alguma doença ou distúrbio, e só ele saberá qual o melhor tratamento.

Conheça agora algumas das principais opções de cirurgia esôfago e  estômago e converse sobre elas com seu médico se surgir a necessidade:

Esse é um procedimento que visa tratar a obesidade e todas as doenças ocasionadas em decorrência dela, tais como hipertensão, diabetes tipo 2, dislipidemias, doença do refluxo gastroesofágico, problemas articulares, apneia do sono, etc.

Ela é recomendada para pacientes que já tentaram todas as formas convencionais de perda de peso, dietas, atividades físicas e até mesmo medicamentos, e não obtiveram resultados eficientes.

Atualmente existem várias técnicas de cirurgia bariátrica. Algumas delas são: gastroplastia vertical com bypass gástrico, as derivações biliopancreáticas, a gastroplastia Sleeve e a Banda Gástrica Ajustável.

A escolha por cada uma delas deve ser individualizada, dependendo das  condições clínicas de cada paciente.

A cirurgia metabólica ou cirurgia do diabetes tipo 2 tem por objetivo um melhor controle do diabetes mellitus tipo 2 e da síndrome metabólica.  As técnicas cirúrgicas empregadas são as mesmas utilizadas nos procedimentos bariátricos.

Entretanto, enquanto a bariátrica tem como foco a perda de peso, o objetivo da cirurgia metabólica é o controle de doenças metabólicas.

Os procedimentos oncológicos apresentaram nos últimos anos um grande avanço com a utilização de procedimentos minimamente invasivos (cirurgia laparoscópica e cirurgia robótica).

Por ser menos invasiva,  realizando apenas pequenos orifícios para a inserção dos equipamentos, os pacientes têm uma recuperação muito mais rápida, recebendo alta em pouco tempo e voltando logo à suas atividades cotidianas.

A dor pós-operatória também é mínima, muitas vezes dispensando o uso de analgésicos potentes (como a morfina) que comprovadamente têm um efeito negativo na evolução da doença neoplásica.

Outro benefício é a menor incidência de  infecções e de  hemorragias, diminuindo a necessidade de transfusões sanguíneas.

O refluxo gastroesofágico é uma situação que provoca muito desconforto para os pacientes que sofrem com o problema. É caracterizado pelo retorno do conteúdo do estômago para o esôfago, causando muita queimação, pirose, dores torácicas intensas, tosse e até mesmo doenças respiratórias.

Os métodos cirúrgicos são indicados para os casos mais avançados, refratários ao tratamento conservador, quando tratamentos como mudanças na alimentação e medicamentos já não são capazes de proporcionar uma melhora no quadro.

Também são candidatos ao tratamento cirúrgico da doença do refluxo gastroesofágico aqueles pacientes que apresentam complicações tardias da mesma, com o esôfago de Barret.

Essa condição aumenta consideravelmente o risco de evoluir para o adenocarcinoma de esôfago (câncer de esôfago).

Na cirurgia do refluxo gastroesofágico é realizada a confecção de uma válvula sobre o esôfago com o próprio estômago e a possível correção de hérnia de hiato se necessário.  O procedimento  pode ser feito através da cirurgia laparoscópica ou robótica.

A acalasia ocorre quando a musculatura do esfíncter esofagiano inferior permanece hipertônica ou seja, permanentemente contraída, sem relaxamento.

Esse esfíncter localiza-se na transição entre o esôfago e estômago. Sua função é permitir a passagem do alimento em direção ao estômago, porém impedindo a passagem do líquido ácido em direção ao esôfago.

Na acalásia, o paciente tem dificuldade de alimentar-se. Apresenta dificuldade de ingerir sólidos inicialmente. Em fases avançadas, apenas a ingestão de alimentos líquidos e pastosos é possível.

O emagrecimento e desnutrição é visível em casos avançados.  A etiologia é variável, entretanto, no nosso meio, a doença de Chagas é a principal etiologia.

O tratamento varia desde métodos endoscópicos (dilatação) até métodos cirúrgicos minimamente invasivos (cirurgia laparoscópica ou robótica).

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