Cirurgia Robótica

A cirurgia robótica ou cirurgia robô-assistida é um procedimento no qual o cirurgião executa os procedimentos cirúrgicos controlando os braços do dispositivo robótico que estão conectados ao paciente.

O sistema robótico dispõe de três componentes interligados: console, o robô propriamente dito e a torre de imagem.

A história da cirurgia robótica remonta a meados da década de 1980, quando por meio do robô PUMA 560, realizou-se uma biópsia cerebral por agulha guiada pelo dispositivo robótico.

O impulso no desenvolvimento da cirurgia robótica deu-se com o objetivo militar ainda durante a década de 1980. Concebido com o auxílio do exército americano visando uso militar, pensava-se em empregar a tecnologia para o tratamento a distância de feridos em períodos de guerra. A limitação na velocidade de transmissão de dados na época e a necessidade de dispor de alguém capacitado para instalar o robô em pleno campo de guerra foram as limitações para o projeto.

Licenciado pelo FDA americano, o robô DaVinci, patenteado pela empresa Intuitive Surgical, começou a ser utilizado no início dos ano 2000.  Neste período, o grande marco foi a realização de uma colecistectomia em um paciente em Estrasburgo (França), estando seu cirurgião em Nova York (EUA).

No Brasil, os procedimentos robóticos iniciaram-se em 2008, ganhando espaço de forma gradual. Inicialmente limitados a São Paulo, as cirurgias robóticas tem gradualmente aumentado em volume  em vários estados brasileiros, encontrando suas principais indicações na Urologia, Ginecologia, Cirurgia Torácica, Cirurgia Geral, Cirurgia do Aparelho Digestivo e Cirurgia Bariátrica.

Ao contrário do que muitos pensam, o robô não faz nada sozinho. Todos os seus movimentos e ações são controlados pelo cirurgião no console.

Vantagens da Cirurgia Robótica:

  • A câmera permite magnificação das imagens e visão em três dimensões;
  • Precisão nos movimentos, uma vez que os braços robóticos multiarticulados captam com precisão os movimentos do cirurgião, reduzindo pequenos tremores e movimentos escalonados e fragmentados;
  • Menor perda sanguínea;
  • Menor trauma tecidual;
  • Menor dor e necessidade de uso de analgésicos;
  • Redução das incisões;
  • Redução do tempo de hospitalização;
  • Melhor ergonomia para o cirurgião, principalmente em longos procedimentos;
  • Retorno mais precoce a vida cotidiana.