CIRURGIA ROBÓTICA NO TRATAMENTO DA DIÁSTASE DE RETOS ABDOMINAIS E HÉRNIAS VENTRAIS

CIRURGIA ROBÓTICA NO TRATAMENTO DA DIÁSTASE DE RETOS ABDOMINAIS E HÉRNIAS VENTRAIS
7 meses atrás

É muito comum receber no consultório pacientes que, após grandes perdas ponderais (seja por dieta ou após a cirurgia bariátrica) ou após gestações, queixam-se de uma deformidade na parede abdominal.

Muitas vezes, o que parece ser apenas “flacidez” esconde um problema funcional: a diástase dos músculos retos abdominais associada a hérnias ventrais (umbilical, epigástrica ou incisionais).

Hoje, quero explicar por que a tecnologia robótica mudou o jogo no tratamento dessas condições de forma combinada.

O que é a Diástase e a Hérnia Ventral?

A diástase é o afastamento dos músculos centrais do abdome. Imagine que a “cinta natural” do seu corpo esgarçou, perdendo a capacidade de conter os órgãos internos. Isso não é apenas estético; causa dor lombar, problemas posturais e disfunções intestinais.

Frequentemente, nesse espaço onde o músculo se abriu, surgem as hérnias. Elas são orifícios na parede muscular por onde o conteúdo interno (gordura ou alça intestinal) pode escapar, gerando dor e o risco de estrangulamento.

Quando o tratamento simultâneo é indicado?

A indicação principal ocorre quando o paciente apresenta a fraqueza estrutural (diástase) e um ou mais defeitos herniários.

Tratar apenas a hérnia e ignorar a diástase é como colocar um remendo em um tecido podre: a chance de a hérnia voltar é altíssima.

Ao fechar a diástase, reforçamos toda a parede abdominal, garantindo um resultado duradouro.

CIRURGIA ROBÓTICA NO TRATAMENTO DA DIÁSTASE DE RETOS ABDOMINAIS E HÉRNIAS VENTRAIS

Por que escolher a Via Robótica?

Antigamente, para corrigir esses dois problemas, precisávamos de grandes incisões (cirurgia aberta), resultando em cicatrizes extensas e pós-operatório doloroso. A cirurgia robótica transformou essa realidade:

1. Visão 3D e precisão milimétrica

O robô me permite enxergar a musculatura em alta definição e profundidade. Consigo separar a pele e a gordura dos músculos com um trauma mínimo, preservando a vascularização e os nervos da região.

2. Ergonomia para suturas complexas

Fechar uma diástase de cima a baixo do abdome exige uma sutura contínua e forte. Os instrumentos robóticos articulados mimetizam o punho humano, mas com muito mais precisão e sem tremores, permitindo um fechamento muito mais robusto da musculatura.

3. Recuperação acelerada

Diferente da técnica aberta, na robótica utilizamos pequenas incisões (portais). Isso significa:

  • Menos dor no pós-operatório;
  • Menor risco de infecção e seromas (acúmulo de líquido);
  • Retorno rápido às atividades profissionais e exercícios.

4. Melhor resultado estético e funcional

Além de devolver a função da parede abdominal (melhorando postura e força do core), a técnica robótica permite uma “remodelagem” interna do abdome, deixando-o mais plano e firme, sem a necessidade das grandes cicatrizes das dermolipectomias em pacientes que não possuem excesso de pele severo.

Conclusão

A correção da diástase e das hérnias por via robótica é o que temos de mais moderno na cirurgia da parede abdominal. É a união da alta tecnologia com a segurança que o paciente de alta complexidade exige.

Se você sente um “abaulamento” no centro do abdome ou tem uma hérnia diagnosticada, saiba que não precisa escolher entre tratar a dor ou manter a estética. Podemos fazer os dois com precisão robótica.

Gostaria de agendar uma avaliação para entender se o seu caso tem indicação para a técnica robótica? Agende uma consulta para uma avaliação.

Dr Rodrigo Fabiano Guedes Leite
Cirurgia Geral
Cirurgia Bariátrica e Metabólica
Cirurgia Minimamente Invasiva e Robótica