O sleeve gástrico, também chamado de gastrectomia vertical ou gastroplastia em manga, é hoje a técnica de cirurgia bariátrica mais realizada no Brasil e no mundo. Ganhou espaço por ser um procedimento mais simples do que o bypass, sem desvio intestinal, e com excelentes resultados de perda de peso e de melhora das doenças associadas à obesidade.
Em Belo Horizonte, o Dr. Rodrigo Guedes realiza o sleeve gástrico por videolaparoscopia e por cirurgia robótica, com acompanhamento de equipe multidisciplinar desde a primeira consulta até o pós-operatório de longo prazo.
A seguir você entende como o sleeve funciona, para quem é indicado, como é a cirurgia, o que esperar da recuperação e quais são os cuidados necessários.
O que é o sleeve gástrico?
No sleeve, cerca de 75% a 80% do estômago é removido por meio de grampeadores cirúrgicos. O que permanece é um tubo estreito, em forma de manga (sleeve, em inglês), com capacidade de aproximadamente 100 a 150 ml.
O trajeto do alimento não muda: ele continua passando pelo estômago e por todo o intestino, como antes. Por isso a técnica é classificada como restritiva. A pessoa passa a se saciar com uma quantidade muito menor de comida.
Há ainda um efeito importante além da restrição. A parte do estômago retirada, chamada fundo gástrico, é a principal produtora da grelina, o hormônio da fome. Com a sua remoção, a maioria dos pacientes relata uma redução expressiva do apetite e da compulsão alimentar, o que facilita muito a mudança de hábitos.
Para quem o sleeve gástrico é indicado?
A indicação segue os mesmos critérios das demais técnicas bariátricas, definidos pela SBCBM, pelo CFM e pela ANS:
- IMC igual ou maior que 40 kg/m²;
- IMC entre 35 e 39,9 kg/m² com doenças associadas à obesidade, como diabetes tipo 2, hipertensão, apneia do sono, esteatose hepática, dislipidemia ou artrose;
- Idade entre 18 e 65 anos, com avaliação individualizada fora dessa faixa;
- Tentativas prévias de tratamento clínico sem resultado sustentado.
O sleeve costuma ser a técnica de escolha em algumas situações:
- Pacientes sem refluxo gastroesofágico importante e sem hérnia de hiato;
- Pacientes que preferem um procedimento sem desvio intestinal, com menor risco de deficiências nutricionais;
- Pacientes com doenças intestinais ou cirurgias abdominais prévias que dificultam o bypass;
- Pacientes com IMC muito elevado, em que o sleeve pode ser o primeiro tempo de um tratamento em duas etapas;
- Pacientes que usam medicações de absorção delicada, como alguns imunossupressores e anticonvulsivantes.
Quando o paciente tem refluxo significativo ou diabetes tipo 2 de longa data, o bypass gástrico tende a ser mais indicado. Essa escolha é feita na consulta, após a avaliação clínica e a endoscopia. Compare as técnicas no artigo bypass gástrico ou sleeve: qual escolher. Não sabe o seu IMC? Use a calculadora de IMC para bariátrica.
Como é feita a cirurgia de sleeve gástrico?
O sleeve é realizado por videolaparoscopia ou por cirurgia robótica, através de 4 ou 5 pequenas incisões no abdômen. A cirurgia dura em média de 1 a 1h30 e é feita sob anestesia geral.
De forma simplificada, as etapas são:
- Liberação da grande curvatura do estômago dos seus vasos e ligamentos;
- Introdução de uma sonda calibradora pela boca, que serve de molde para o novo estômago;
- Grampeamento e secção do estômago ao longo da sonda, formando o tubo gástrico;
- Retirada da porção removida do estômago por uma das incisões;
- Reforço da linha de grampos e testes de vedação, quando indicados.
Diferentemente do bypass, não há nenhuma conexão nova entre órgãos, o que reduz o tempo cirúrgico e elimina o risco de complicações relacionadas às anastomoses e às hérnias internas.
Sleeve gástrico por cirurgia robótica
Na versão robótica, o cirurgião opera a partir de um console, com visão tridimensional ampliada e instrumentos articulados que reproduzem os movimentos das mãos com maior precisão. A tecnologia é especialmente útil em pacientes com IMC muito alto e em casos com cirurgias abdominais anteriores. Conheça a cirurgia robótica em BH.
Como é a recuperação após o sleeve gástrico?
A internação costuma ser de 1 a 2 dias. O paciente caminha ainda no dia da cirurgia e recebe alta com orientações sobre alimentação, hidratação e medicações. A dor é controlada com analgésicos comuns e costuma ser leve após as primeiras 48 horas.
A alimentação evolui em fases, sempre com o acompanhamento da nutricionista:
- Primeiras 2 semanas: dieta líquida, em pequenos volumes;
- Semanas 3 e 4: dieta pastosa;
- A partir do segundo mês: introdução gradual dos alimentos sólidos, com mastigação lenta e refeições pequenas.
O retorno às atividades leves acontece em 7 a 10 dias, e ao trabalho em cerca de 2 semanas. Atividades físicas intensas são liberadas em torno de 30 dias. Veja as orientações completas de pré e pós-operatório.
Quais são os resultados do sleeve gástrico?
Em média, os pacientes perdem entre 60% e 70% do excesso de peso nos primeiros 12 a 18 meses. Em pacientes bem acompanhados, esse resultado é muito próximo ao do bypass.
As doenças associadas também respondem de forma consistente:
- Diabetes tipo 2: melhora ou remissão em boa parte dos pacientes, principalmente nos casos de diagnóstico mais recente;
- Hipertensão arterial: redução das medicações e dos níveis de pressão;
- Apneia do sono: melhora importante com a perda de peso;
- Esteatose hepática, dislipidemia e dores articulares: melhora progressiva.
Como em qualquer técnica bariátrica, o resultado duradouro depende da parceria entre o paciente e a equipe: acompanhamento regular, atividade física e alimentação orientada.
Quais são os riscos e os cuidados a longo prazo?
O sleeve é uma cirurgia segura quando realizada por equipe experiente e em hospital preparado. As complicações graves são raras. Entre as possíveis estão sangramentos, fístulas na linha de grampos, tromboses e estenose (estreitamento) do tubo gástrico, todas com protocolos de prevenção e tratamento.
Os principais cuidados no dia a dia são:
- Atenção ao refluxo: parte dos pacientes pode desenvolver ou piorar sintomas de refluxo gastroesofágico após o sleeve. Por isso a endoscopia pré-operatória é fundamental para a escolha da técnica. Saiba mais sobre a cirurgia do refluxo;
- Reposição de vitaminas: necessária, embora geralmente em menor intensidade do que no bypass, com exames periódicos de controle;
- Volume e velocidade das refeições: comer devagar e em pequenas porções evita desconforto e vômitos;
- Acompanhamento regular com cirurgião, nutricionista e psicólogo, que é o principal fator de proteção contra o reganho de peso.
Se houver reganho de peso ou refluxo importante ao longo dos anos, o sleeve pode ser convertido em bypass por meio de uma cirurgia bariátrica revisional.
Sleeve gástrico pelo convênio e valor
O sleeve gástrico é coberto pelos planos de saúde quando o paciente atende aos critérios da ANS. A autorização envolve relatório médico, avaliações da equipe multidisciplinar e, em alguns casos, perícia pela operadora. Veja a lista de convênios aceitos e como funciona a autorização.
No particular, o valor varia conforme o hospital, a equipe e o uso da plataforma robótica. Saiba quanto custa a cirurgia bariátrica.
Sleeve gástrico em Belo Horizonte com o Dr. Rodrigo Guedes
O Dr. Rodrigo Fabiano Guedes Leite (CRM-MG 37777) é cirurgião bariátrico e do aparelho digestivo, especialista pela SBCBM, pelo CBC e pelo CBCD, com formação complementar em cirurgia metabólica nos Estados Unidos e na Itália e certificação em cirurgia robótica. As cirurgias são realizadas nos hospitais Madre Teresa, Mater Dei, Vila da Serra, Lifecenter e Instituto Orizonti.
Se você tem indicação para a cirurgia bariátrica e quer saber se o sleeve é a melhor opção para o seu caso, agende uma consulta ou fale pelo WhatsApp (31) 99562-8411.
Perguntas frequentes sobre o sleeve gástrico
Em média, de 60% a 70% do excesso de peso nos primeiros 12 a 18 meses. Uma pessoa com 40 kg acima do peso ideal costuma perder entre 24 e 28 kg. Com bom acompanhamento, o resultado se aproxima do bypass.
Não. Como parte do estômago é removida, a cirurgia não pode ser desfeita. Em caso de reganho de peso ou refluxo importante, o sleeve pode ser convertido em bypass gástrico por meio de uma cirurgia revisional.
Pacientes com refluxo gastroesofágico importante ou hérnia de hiato geralmente têm melhor indicação para o bypass gástrico, que melhora o refluxo. O sleeve pode piorar os sintomas em parte dos pacientes. A endoscopia pré-operatória ajuda a definir a técnica.
Em média de 1 a 1h30 por videolaparoscopia ou cirurgia robótica, sob anestesia geral. A internação costuma ser de 1 a 2 dias.
O tubo gástrico pode dilatar um pouco ao longo dos anos, principalmente quando o paciente come grandes volumes com frequência. Manter porções pequenas, mastigar devagar e seguir o acompanhamento evita essa dilatação e o reganho de peso.
Não existe técnica melhor para todos. O sleeve é mais simples, sem desvio intestinal e com menor risco de deficiências nutricionais. O bypass tem efeito metabólico mais intenso e melhora o refluxo. A escolha depende do IMC, das doenças associadas, da presença de refluxo e das preferências do paciente, discutidas na consulta.
Sim, quando o paciente cumpre os critérios do Rol da ANS: IMC igual ou maior que 40, ou entre 35 e 39,9 com doenças associadas, idade entre 18 e 65 anos e tratamento clínico prévio sem sucesso.
Sim, embora em geral com menor intensidade do que após o bypass. A reposição de vitamina B12, ferro, vitamina D e cálcio é orientada conforme os exames periódicos.